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Câmeras IP: ainda há impeditivos?

São Paulo, 19 de março de 2009

 

Especialistas estimam que até o final do ano mais de 30% da base instalada de sistemas de gravação para segurança patrimonial no Brasil já funcionará com tecnologias IP. Apesar da evolução, eles avaliam que ainda há gargalos que impedem o maior avanço destas tecnologias.
O mercado de segurança patrimonial está passando por uma evolução: os sistemas baseados em IP são a nova e inevitável tônica, que deve ser massificada nos próximos 3 anos. Algumas empresas, como LG Security, Panasonic, Samsung GVI Security, Tyco, Axis, Anixter, Optelecom-nkf e Bosch, entre outras, já tem as implementações IP como as mais corriqueiras nos novos negócios. Apesar da significativa evolução da tecnologia – como essas empresas avaliam – ainda há gargalos que impedem o desempenho da solução.
“O maior problema se chama administrador de rede”, sintetiza Juarez Novaes Theodoro, executivo da LG Security System. Para ele, os “donos das LANs” ainda não estão evangelizados quanto ao uso de videomonitoramento IP, uma tecnologia que – na visão da maioria – significa, prioritariamente, mais tráfego na rede. Apesar de avaliar que os benefícios da solução são grandes, ele admite que seja preciso ter infraestrutura preparada para a tecnologia.
“O tráfego de vídeo se mede por uma equação simples (largura de banda necessária é igual à largura dos frames transmitidos vezes o tamanho dos frames e vezes o tamanho do cabeçalho). O resultado significa que enquanto maior for a compactação do vídeo melhor será a capacidade de tráfego que a empresa terá”, diz. Em suas contas, por exemplo, uma empresa que queira utilizar uma câmera IP com gravação de 30 frames por segundo, precisará de, no mínimo, 600 Kbps de banda larga disponível para a aplicação em H.264 – que consegue compactar 30 frames em 2 kpbs. Se esse mesmo vídeo for comprimido em MPEG-4 (cerca de 8 kbps por cada 30 frames), por outro lado, a banda necessária será de 2,4 Mpbs.
Paulo Henrique Gilberti Tavares, gerente de segurança da Anixter para a América Latina, corrobora a explicação de Theodoro e salienta que a banda larga se torna um impeditivo para o videomonitoramento em IP todas as vezes que novos investimentos são necessários, tanto no link dedicado de banda larga quanto na infraestrutura da LAN. “Mas é preciso evangelizar o mercado de que segurança por câmera IP é um motivador para upgrade das redes locais”, diz.

Alexandre Caetano, especialista do Centro de Tecnologia de Campinas (CTC) que revende equipamentos da Bycon, também enxerga a LAN como um gargalo. “Dá para contar nos dedos as empresas que atendemos até hoje e têm capacidade em Gibabit Ethernet”, diz.

 

 

 

 

 

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