São Paulo, 27 de março de 2009
Treinar administradores de armazenamento de dados (storage) para vender mais serviços aos seus clientes é a fórmula que a Hitachi Data Systems (HDS) colocará em prática este ano no Brasil. A ideia, segundo Luiz Bellini, diretor de tecnologia da companhia para a América Latina, é fazer com que a área de serviços cresça 35% em 2009. No ano passado, o incremento foi de 22%.
"Queremos formar profissionais que possam suprir o mercado e atuar com produtos de qualquer fabricante", diz o executivo. A HDS sentiu a falta de profissionais com conhecimento nesta área no ano passado, quando precisou contratar para uma nova unidade em Brasília e, a cada 12 profissionais entrevistados, apenas 3 tinham algum conhecimento na área de storage. No centro localizado em São Paulo, estão sendo treinados profissionais da HDS, clientes e parceiros, mas em meados de abril as atividades serão ampliadas.
A oferta de software e serviços ganhou destaque na estratégia da companhia, passando de algo entre 15% e 20% há três anos, para pouco mais de 40% das receitas atualmente, segundo Hicham Abdessamad, vice-presidente mundial de serviços. "É o negócio que mais cresce", diz. A HDS é propriedade integral da japonesa Hitachi, e não divulga seu faturamento.
A queda nos preços dos equipamentos de tecnologia tem colocado pressão nos fabricantes para diversificar suas receitas. Segundo a consultoria IDC, as receitas globais com storage caíram 5,9% no último trimestre de 2008 comparado com o mesmo período do ano anterior. No entanto, a capacidade de armazenamento vendida pelos fabricantes cresceu 27,3% para 2,46 petabytes - o equivalente a dois milhões de gigabytes.
O ponto positivo é que nem todas as áreas de hardware estão em declínio. Equipamentos de menor porte, aliás, tiveram aumento nas receitas, segundo a consultoria. "Não importa se a economia está crescendo ou em recessão, storage vende, mesmo na indústria financeira. Eles ainda precisam processar suas transações", completa Abdessamad. A IDC colocou a HDS como a quinta maior empresa de storage no mundo, atrás de EMC, IBM, HP e Dell, com 7,8% das receitas, um empate técnico com a NetApp, que ficou com 7% do total.
Segundo Bellini, o mercado de storage no Brasil é estimado em US$ 400 milhões e o país representa 55% das receitas da empresa na América Latina. "Entre 2007 e 2010, o plano é triplicar as receitas na região", diz Marcello Bosio, gerente de pré-venda e serviços profissionais da empresa.
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